segunda-feira

Psicoterapia por telefone




Dado o enorme aumento de ofertas de serviços de psicoterapia à distância (vídeo-conferência, online - através de messenger, skype, etc -por telefone) e apesar dos alertas de diversas sociedades científicas e especialistas para as limitações , e fraudes (ofertas de serviços por parte de profissionais não qualificados), um estudo recente , levado a cabo por investigadores da Universidade de Cambridge e do National Institute for Health Research, que envolveu uma amostra de 39000 pacientes, vem agora, mostrar algumas das vantagens da flexibilização do ''setting'' terapêutico, concluindo que , à excepção de um número limitado de casos de doença mental severa, a psicoterapia face-a-face é tão eficaz quanto a oferecida por telefone, sendo que esta modalidade à distância permite, ainda, uma redução de cerca de 32% no custo de cada sessão terapêutica, e um maior acesso da população (cuja deslocação aos consultórios serviços de saúde pode ser dificultada pela ausência de meios de transporte, necessidades especiais , ou dificuldades na conciliação de horários profissionais, etc) à ajuda psicológica/psicoterapêutica.

Contudo, e apesar das enumeradas vantagens desta modalidade, nomeadamente o maior acesso da generalidade da população aos cuidados de saúde mental, há que atentar no facto de nem todos os modelos terapêuticos se adaptarem a terapias/aconselhamentos telefónicos. 

Com efeito, apenas o modelo cognitivo-comportamental foi desta feita testado, e o programa britânico em questão - IAPT (Improving Access to Psychological Therapies)- para além de garantir a formação de técnicos de saúde nesta modalidade de atendimento, que deverão seguir procedimentos estandardizados, dirige-se especialmente a pessoas que apresentem sintomatologias depressiva (ligeira ou moderada) e/ou ansiosa.

http://www.cam.ac.uk/research/news/therapy-over-the-phone-as-effective-as-face-to-face/

terça-feira

Dormir de bruços pode aumentar a possibilidade de se terem sonhos eróticos








Numa investigação publicada na "Dreaming"do passado mês de Setembro, * aferiram-se os traços de personalidade (Inventário dos 5 factores-NEO e a Escala de Desejabilidade Social de Marlowe-Crowne) , as posições em que habitualmente dormem (lado, bruços, barriga para cima) , e a intensidade e conteúdo dos sonhos (escalas de intensidade e conteúdo de sonhos ) de 670 participantes e concluiu-se que independentemente dos factores de personalidade, dormir de barriga para baixo , para além de promover sonhos mais intensos, interfere nos seus conteúdos, aumentando significativamente a possibilidade de se terem sonhos eróticos .

Contudo, para aqueles que depois de conhecerem tais conclusões  equacionam adoptar uma nova postura durante o sono, a decisão não será certamente  simples, pois de acordo com a mesma pesquisa esta posição  promove , igualmente, sonhos de conteúdo negativo ou persecutório , como imaginar-se paralisado, amarrado, ou incapaz de respirar .




*Yu, Calvin Kai-Ching(2012)The effect of sleep position on dream experiences .Dreaming, Vol 22(3), 212-221.

Pais com formação musical percepcionam melhor as pistas afectivas do choro dos seus bebés



O choro do bebé é de todos os comportamentos pré-verbais o que mais chama a atenção dos pais. Sabe-se que a capacidade para reconhecer os diferentes padrões de choro dos filhos - com todas as consequências negativas na relação precoce que daí advêm - diminui com a depressão. Os autores desta pesquisa * pretenderam investigar a correlação entre a formação musical parental e a capacidade de interpretar as pistas afectivas contidas no choro dos bebés e concluíram que a primeira se assume como um factor protector da capacidade de interpretação do choro dos filhos, mesmo quando os pais estão deprimidos. Mais uma evidência para se investir no ensino artistico (da música) ! 




 * Young, Katherine S.; Parsons, Christine E.; Stein, Alan; Kringelbach, Morten L  Interpreting infant vocal distress: The ameliorative effect of musical training in depression . Emotion, Vol 12(6), Dec 2012, 1200-1205

quinta-feira

Saúde Mental em Lisboa- Guia de recursos

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segunda-feira

Generosidade e felicidade conjugal ou.... .....para ser feliz no amor, não apenas sentir, agir !








De acordo com uma pesquisa recente* , a generosidade é um factor-chave da satisfação conjugal. Neste amplo estudo - que acompanhou cerca de 1400 casais, com idades compreendidas entre os 18 e os 46 anos - a generosidade, avaliada no interior do casal por comportamentos aparentemente tão simples como a preparação do pequeno almoço, uma massagem nas costas depois de um dia extenuante, oferecer flores, marcar um jantar romântico, preparar as refeições, ajudar nas lides domésticas, ou nas tarefas parentais correlacionou-se muito significativamente com a satisfação conjugal.

Na realidade, aqueles cujas relações foram descritas como generosas  têm cinco vezes mais probabilidades de se sentirem felizes na (e com a ) relação, quando comparados com os casais em que este tipo de comportamentos não são prática quotidiana. Por outro lado, de acordo com esta investigação, a generosidade , aliada a factores como o grau de compromisso e o tempo de qualidade dedicado à relação, melhoram, igualmente, a satisfação sexual dos casais – factor preponderante na avaliação da satisfação conjugal.
 

Contudo, atenção....o segredo deste bem-estar relacional não passa, obviamente, pela dádiva indiscriminada . Aqueles que preparam chá preto ao seu companheiro(a) quando este sempre preferiu café, ou que, ignorando os seus ideais vegans, lhe oferecem uma mala de pele, entre outros descuidos e desatenções, não contribuem para maiores índices de satisfação, pois a mensagem subjacente a tais accções deixa de ser “ tu és importante, valioso (a), eu conheço-te ,e quero que te sintas bem “




co- publicada pela Universidade de Virginia e O Centro para o Casamento e Familias, na última compilação de “ The State of our Unions”
 
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